segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Sinais de Fogo: um resumo

Um romance de poesia em bruto

Publicado postumamente, longo, inacabado, "Sinais de Fogo" é um dos mais portentosos romances portugueses da segunda metade do século XX. Não há que ter medo das palavras: estamos perante uma absoluta obra-prima.
A intriga do livro conta-se em poucas palavras. Um jovem estudante nascido no seio da média burguesia lisboeta dos anos 30, Jorge (quem ler "Sinais de Fogo" autobiograficamente passará ao lado da essência do romance), depois das traquinices próprias da adolescência com os seus colegas de estudos, vai, como era habitual, passar as suas férias de Verão à Figueira da Foz. A Figueira - com "diversas Figueiras pequeninas", "umas latentes no fundo do ser, outras evidentes" e em que "em cada uma delas é possível amar-se uma pessoa, por razões próprias deste mundo" - é o espaço geográfico central do livro, que regressará, mais tarde, à capital.

Jorge vai para casa do tio, Justino, um "bon-vivant", jogador inveterado de cartas ou no casino, "seguindo com os olhinhos a bolinha da roleta", que sem nunca ter conseguido seguir a carreira militar tinha tido um caso amoroso rocambolesco que o marcará para toda a vida. Por isso, em casa, tio e tia dormiam em quartos separados e Justino, quando podia, dava uma saltada ao quarto da criada mais apetitosa ou mais à mão.

Jorge não arriba à Figueira num dia qualquer: "Quando cheguei à Figueira, a estação era um tumulto de espanhóis aos gritos, com sacos e malas, crianças chorando, senhoras chamando uma pelas outras, homens que brandiam jornais, e uma grande massa de gente comprimindo-se nas bilheteiras."

Em Espanha rebentara a revolução. Jorge não se impressiona. Sai o mais rapidamente de casa dos tios à procura de Odette, que fora sua "de graça". Odette estava no Porto "por conta de um ricaço...".

Desanimado, Jorge vai à procura dos seus amigos de férias. Há personagens para todas as variações do ser e estar. Uma coisa, porém, os une: a descoberta do amor, da(s) mulhere(s), sejam elas prostitutas ou sérias, que começa logo no início do livro com uma orgia noctívaga, a libertinagem, a raiar o pornográfico.

À espreita - assumido também pela homossexualidade de Rufininho -, estamos perante um romance de iniciação: "Eu era uma criança. Os meus amigos eram umas crianças. Todos nós era como se tivéssemos afinal só dezasseis anos ainda. E não seria que quase todos os homens continuavam assim?"

Com a Guerra Civil de Espanha como pano de fundo, eis que aparecem em casa do tio Justino dois espanhóis. Contra a pardacenta ditadura do senhor de Comba Dão ("Está tudo depravado. Razão tem o governo em dizer que chegou a hora da limpeza. O Salazar, agora, vai pôr tudo na ordem"), Justino faz ponto de honra em protegê-los, preparar o salto, por barco, para Espanha, com a colaboração de uma personagem menor do romance, um funcionário do Partido Comunista Português, e a morte de um amigo que participa na fuga.

Porém, o eixo central do romance é a explosão de uma paixão: a de Jorge por Mercedes, que já se adivinhava no Verão anterior. É em torno dela que vai desaguar toda a poesia bruta (brutal mesmo) de "Sinais de Fogo".

"Eu queria-a minha, por que preço fosse"

Entregando-se a dois homens ao mesmo tempo, Mercedes, que está noiva dos amigos de Jorge, abre um sinal de fogo indizível que acompanhará Jorge: há uma obsessão e uma ultrapassagem a que Jorge não resiste. Mesmo que o Almeida a possuísse, Jorge remói, sangrando: "Que o diabo levasse tudo o que quisesse, todas as preocupações, todos os ciúmes, todas as palavras dadas por conta dele. Eu queria-a minha, por que preço fosse." Almeida podia ir com ela para a cama e, na mesma tarde, Jorge também se entregaria a ela.

Quando está com os amigos, ou vê o mar, ou quando pratica mais orgias - mesmo retirando delas prazer -, o seu ser (e o nada dele) são permanentemente transfigurados em efabulações constantes, umas de carácter filosófico-metafísico, outras de prosa poética que se lançam à poesia no sentido literal do termo: "Sinais de fogo, os homens se despedem, exaustos e tranquilos, destas cinzas frias. (...) um breve instante, gestos e palavras, ansiosas brasas que se apagam logo".

Não é verdade, não se apagam. Mesmo quando tudo acaba e Mercedes parte para o Porto - e Jorge se interroga, e nós com ele ainda hoje: "Sabes... a gente conheceu-se cedo de mais, ou tarde de mais" -, são "as ansiosas brasas" da poesia que ecoam. Em verso: "Oh meu amor, de ti, por ti, e para ti,/ recebo gratamente como se recebe/ não a morte ou a vida, mas a descoberta/ de nada haver onde um de nós não esteja."

Já em Lisboa, na companhia de Luís (o marinheiro que quer perder as graças no mar, não o da Figueira nem o da pesca do bacalhau, mas o mar do mundo), a voz de Jorge ecoa, agora em prosa, como se fosse um instrumento que, no meio de uma orquestra, envolvesse todo o tempo e espaço: "Depois, deitado na cama, sentia-me a arder (....) Não me sentia, porém, doente, nem sabia que estava vivo ou morto, nem isso tinha importância. Mesmo o dizer que eu 'estava' não é exacto, porque na suspensão de ser, que era a minha, o 'estar' não tinha sentido algum."

Fulgurante, Jorge de Sena, já no fim do romance, toca, subtilmente, mais uma vez no teclado: "Só me diriam alguma coisa outros versos, os livros que relatassem, mesmo imaginosamente, a vida."

"Sinais de Fogo" está entre esses versos. E a vida.

domingo, 27 de junho de 2010

em volta de "Os dois Irmãos" de Germano Almeida


Só agora me dei conta que por aqui pouco se escreve...mas vai-se lendo...e falando sobre os livros que lemos.


Dia 29, 3ª feira, pelas 22.30H, um bocadinho ao lado do sitio do costume.


A proposta é aliciante:

A narrativa desloca-se em dois espaços diferentes, a aldeia e um tribunal que ali foi provisoriamente instalado para aquele especifico processo. E o autor justifica a sua necessidade de escrever aquele romance, assumindo-se desde logo como interveniente na história que dá mote ao romance. E leva-nos a passear por um processo judicial, com visita guiada por uma comunidade inteira. Quase ao microscópio, dá-nos conta das relações complexas e promíscuas entre os agentes da justiça, advogados, magistrados e demais, que em conjunto e animadamente "namoravam um wisky" banqueteando-se em volta de um churrasco de "galinha de terra", fora das paredes do improvisado tribunal. A dimensão do meio, pequeno, claro está, obrigava a essa promiscuidade e o advogado, vindo de longe para trabalhar naquele processo, só se lamentava da falta de "pequenas bonitas" para animar a noite que era de belo luar.

Com a mesma microscópica lente, leva-nos o autor de passeio pela comunidade de Santiago, Cabo-Verde, contando histórias que nos conduzem aquele colectivo complexo, dando-nos conta da identidade daquelas gentes, da sua psicologia colectiva e do seu muito próprio corpo de normas.

Uma viagem da qual se sai enriquecido, é a proposta que vos deixo.

Dia 29, conversamos....


poulana

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

SESSÂO ADIADA - MR HEMINGWAY FICA PARA 1/2/2010


Sessão adiada do City Lights.
Porquê??
Porque não foi fácil encontrar o livro, menos ainda uma das duas bibliotecas muncipais onde se podia encontrar o dito.
Foram necessárias 2 incursões, sendo que a segunda, dará o mote para umas belas linhas ... para as quais hoje não tenho tempo.
Assim, fica a tertúlia adiada para o 1º dia de Fevereiro, pelas 22.00 Horas, no sitio do costume, desta vez contando com a moderação do M2, em estreia absoluta.
Vai valer a pena...tudo vale, afinal...apareçam.
Deixo uma recensão do livro feita pela Mário Braga em 2006
"Nick Adams, a personagem central das histórias que se reúnem no presente volume, é como que uma espécie de alter-ego de Ernest Hemingway, na sua infância em Michigan.Não se trata propriamente de contos, mas sim, de memórias de um passado que, mais tarde irá florescer emocionalmente nas páginas dos seus romances e novelas.Embora o autor de O adeus às armas, nesta obra, pareça anunciar o futuro narrador dos grandes espaços americanos, a verdade é que a partir da sua ida para Itália, nos finais da I Grande Guerra, ele se vem a tornar num apaixonado conviva - digamos assim -, da Belle Époque europeia, nomeadamente pelo que respeita à "Fiesta" francesa e espanhola.São cinco as grandes partes em que se divide este livro, nas quais se incluem, num estilo claro e veemente, algumas histórias memoralísticas e de reportagem desse notável escritor americano, Prémio Nobel da Literatura em 1954, que, não se sabe se desiludido consigo próprio ou com os outros, pôs termo à vida em 1961.Considero, sem dúvida, esta obra muitíssimo recomendável."
Até mais meus amigos...
poulana

segunda-feira, 6 de julho de 2009

A City Lights em Portucalis




A “City Lights” Bookstore em “Portucalis”. Dois anos de um projecto português na “Second Life”.

Sorrio quando me pedem para escrever sobre a “Second Life” em português e a “CIty Lights” bookstore em “Portucalis”. Que utilidade pode proporcionar um equipamento como este, em imagens de três dimensões, a uma comunidade falante de português na vida virtual? Como é que nesta nova ficção, o imaginário individual de alguns pode co-existir com a fragilidade efémera de um simples gesto, num projecto mais vasto e ambicioso de construção e coesão de um imaginário social diferente?

A livraria em “Portucalis” nasceu há cerca de dois anos pela mão e engenho do Imso Obscure e dos fundadores desta pequena comunidade, integrada num projecto mais amplo de âmbito cultural e educativo que se desenvolveu simultaneamente na ilha.

Com a “Academia Portucalis” e a “Galeria Lx” que mantêm desde a sua criação, actividades regulares e autónomas, a livraria participou no desafio de utilizar, formar e experimentar esta plataforma de comunicação que é a “Second Life”, em actividades que ultrapassam o mero aspecto lúdico.

Foi na “Livraria LX”, hoje “City Lights”, (em homenagem à mítica livraria de S. Francisco da Califórnia, fundada em 1953 por Lawrence Ferlinghetti , por onde passaram os maiores nomes da Beat Generation), que se instalou a primeira comunidade de leitura em português, uma iniciativa da Hopes&Dreams Allen e minha, mas que prontamente recebeu o apoio dos fundadores de “Portucalis”, que nos cederam as instalações existentes na altura e colaboraram activamente na divulgação deste projecto. E assim continua …

Reagindo a um certo cansaço de imagens e de sons, tem procurado experimentar neste ambiente virtual, vias alternativas para a divulgação e discussão em grupo, neste caso, de obras de literatura portuguesa e universal, procurando contribuir para a construção de um imaginário social mais rico, na “Second Life” falada em português.

A divulgação da cultura literária nesta plataforma interactiva de comunicação passa inevitavelmente pela criatividade, inovação e mudança, pelo que hoje, a Livraria “City Lights” apresenta-se noutro local em “Portucalis”, integrada num conjunto arquitectónico renovado, desempenhando desde a sua criação um elemento agregador da pequena comunidade portuguesa que participa activamente nas sessões mensais e mantendo as suas actividades regulares em parceria com outras entidades participantes nesta plataforma de comunicação.

E assim vamos continuar, “enquanto houver estrada para andar”.

Fokas Greenwood

( Artigo para a Revista Sábado)

sábado, 30 de maio de 2009

A Gramática da Língua Portuguesa

É o meu primeiro post neste blogue. Deixo um texto que recebi da minha amiga Leonor.
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Redacção feita por uma aluna de Letras, que obteve a vitória num concurso interno promovido pelo professor da cadeira de Gramática Portuguesa.

Era a terceira vez que aquele substantivo e aquele artigo se encontravam no elevador.
Um substantivo masculino, com aspecto plural e alguns anos bem vividos pelas preposições da vida. O artigo, era bem definido, feminino, singular. Ela era ainda novinha, mas com um maravilhoso predicado nominal. Era ingénua, silábica, um pouco átona, um pouco ao contrário dele, que era um sujeito oculto, com todos os vícios de linguagem, fanático por leituras e filmes ortográficos.
O substantivo até gostou daquela situação; os dois, sozinhos, naquele lugar sem ninguém a ver nem ouvir. E sem perder a oportunidade, começou a insinuar-se, a perguntar, conversar. O artigo feminino deixou as reticências de lado e permitiu-lhe esse pequeno índice.
De repente, o elevador pára, só com os dois lá dentro.
Óptimo, pensou o substantivo; mais um bom motivo para provocar alguns sinónimos. Pouco tempo depois, já estavam bem entre parênteses, quando o elevador recomeçou a movimentar-se. Só que em vez de descer, sobe e pára exactamente no andar do substantivo.
Ele usou de toda a sua flexão verbal, e entrou com ela no seu aposento.
Ligou o fonema e ficaram alguns instantes em silêncio, ouvindo uma fonética clássica, suave e relaxante. Prepararam uma sintaxe dupla para ele e um hiato com gelo para ela.
Ficaram a conversar, sentados num vocativo, quando ele recomeçou a insinuar-se. Ela foi deixando, ele foi usando o seu forte adjunto adverbial, e rapidamente chegaram a um imperativo.
Todos os vocábulos diziam que iriam terminar num transitivo directo.
Começaram a aproximar-se, ela tremendo de vocabulário e ele sentindo o seu ditongo crescente. Abraçaram-se, numa pontuação tão minúscula, que nem um período simples, passaria entre os dois.
Estavam nessa ênclise quando ela confessou que ainda era vírgula.
Ele não perdeu o ritmo e sugeriu-lhe que ela lhe soletrasse no seu apóstrofo. É claro que ela se deixou levar por essas palavras, pois estava totalmente oxítona às vontades dele e foram para o comum de dois géneros.
Ela, totalmente voz passiva. Ele, completamente voz activa. Entre beijos, carícias, parónimos e substantivos, ele foi avançando cada vez mais.
Ficaram uns minutos nessa próclise e ele, com todo o seu predicativo do objecto, tomava a iniciativa. Estavam assim, na posição de primeira e segunda pessoas do singular.
Ela era um perfeito agente da passiva; ele todo paroxítono, sentindo o pronome do seu grande travessão forçando aquele hífen ainda singular.
Nisto a porta abriu-se repentinamente.
Era o verbo auxiliar do edifício. Ele tinha percebido tudo e entrou logo a dar conjunções e adjectivos aos dois, os quais se encolheram gramaticalmente, cheios de preposições, locuções e exclamativas.
Mas, ao ver aquele corpo jovem, numa acentuação tónica, ou melhor, subtónica, o verbo auxiliar logo diminuiu os seus advérbios e declarou a sua vontade de se tornar particípio na história. Os dois olharam-se; e viram que isso era preferível, a uma metáfora por todo o edifício.
Que loucura, meu Deus!
Aquilo não era nem comparativo. Era um superlativo absoluto. Foi-se aproximando dos dois, com aquela coisa maiúscula, com aquele predicativo do sujeito apontado aos seus objectos. Foi-se chegando cada vez mais perto, comparando o ditongo do substantivo ao seu tritongo e propondo claramente uma mesóclise-a-trois.
Só que, as condições eram estas:
Enquanto abusava de um ditongo nasal, penetraria no gerúndio do substantivo e culminaria com um complemento verbal no artigo feminino.
O substantivo, vendo que poderia transformar-se num artigo indefinido depois dessa situação e pensando no seu infinitivo, resolveu colocar um ponto final na história. Agarrou o verbo auxiliar pelo seu conectivo, atirou-o pela janela e voltou ao seu trema, cada vez mais fiel à língua portuguesa, com o artigo feminino colocado em conjunção coordenativa conclusiva.

Fernanda Braga da Cruz

Aldous Huxley - Doors of Perception

Antes de entrar na Sombra do vento....

quinta-feira, 28 de maio de 2009

sombra do vento - memória


Comprei o livro ainda fresquinho no escaparate e ofereci-o de prenda de anos a um bom amigo. Leu e gostou muito. Depois pedi-lhe o livro mas a namorada andava a lê-lo e a gostar e já havia mais alguém na fila para a leitura do dito.
Meses mais tarde passeando o olhar pela biblioteca do sogro, descobri o livro, novinho em folha, arrumadinho para não mais sair dali. Resgatei-o e ao pedir licença para o “usar” o senhor disse-me que o livro era muito erótico … e até obsceno, com muitos palavrões. Isso aguçou-me a curiosidade … claro está.
Li-o de um sorvo … e fui a Barcelona umas semanas depois. Não encontrei o Carax, nem soube quem era o Daniel, muito menos descobri o cemitério dos livros, mas andei atenta a cheirar a cidade e os seus muitos mistérios. Andei à procura de dias de vento … mas o sol teimou em brilhar … e do vento, nem a sombra se via.


Linhas e páginas para descobrir com uma história bem esgalhada.

P.S. Não devolvi o livro ao sogro, nem o tenho arrumado, porque continua a passear por aí … qual vedeta de bookcrossing.

Para Junho … com as controvérsias que quisermos e que a Hopes permitir …

sábado, 16 de maio de 2009

Porquê "O Deus das Moscas"?


Escrito durante os primórdios da Guerra Fria e publicado em 1952, "O Senhor das Moscas" retrata a conflitualidade do pós-guerra, pois a história começa com a queda de um avião que tinha deixado a Inglaterra após um bombardeamento nuclear. Deste acidente, apenas um grupo de crianças sobrevive e, para serem resgatadas, elas estabelecem uma frágil sociedade "democrática". Entretanto, a luta pela liderança divide esta comunidade e instaura um violento conflito entre elas.

Esta obra de Golding pode ser interpretada sob várias perspectivas. Como uma analogia da luta entre a democracia, na qual todos podem ter voz, mas que, por outro lado, as decisões são arrastadas e controversas, e a ditadura, na qual um tirano estabelece um sistema hierárquico baseado na punição e no medo.

Entretanto, há uma mensagem mais profunda em "O Senhor das Moscas", já que ela pode representar os conflitos dentro da própria mente humana. Ralph é a consciência, porque todos seus esforços são o de manter a coerência no seu discurso e acções e de agir da maneira mais correcta para serem resgatados; Porquinho é a racionalidade; Jack, os instintos animalescos e primitivos; Simon, a contemplação e intuição. No fundo, Golding afirma que estas contradições não existem somente no interior de uma sociedade, cujo resultado extremo é a guerra, mas também no interior do próprio indivíduo.

E dito isto, penso que teremos pano para mangas... Um debate prometedor na última segunda-feira de Maio. A não faltar!

sábado, 2 de maio de 2009

feriados com cor


Têm uma especial cor estes feriados de Abril e Maio.

Vestem-se de cores e cheiros, com sabor a tempos que já foram, continuam a ser...e serão ainda...Primaveras por inventar.

Vestem-se de cores várias, canções várias e quando o Domingo chegar ... ficamos à espera das cores e dos cheiros dos feriados de Junho...bandeirinhas com mais cores, discursos mais da nossa "pátria", cheiros da "fátria" adormecida e acordada pelo sol que teimosamente vai brilhando. Depois virão os cheiros das sardinhas, as cores das marchas e os festejos da cidade, que agora ainda se veste de livros e curtas.

E eu ainda apaixonada por esta Lisboa! E eu ainda apaixonada!

A City Lights Bookstore estará pronta para albergar novos eventos daqui a nada. (Diz o Fokas que é sábio ...:-)
Estou só a respirar os cheiros instalados e a adivinhar vaidosa os que se avizinham. E gosto de ciclos reinventados.

Até ao Deus das Moscas!

poulana

terça-feira, 28 de abril de 2009

Na Prisão de Caxias

Dizia-me uma colega ter ouvido o seguinte comentário nas reuniões onde aparecia.: Ah, é então bibliotecária, que simpático...Mas diga-me :como é isso de ser bibliotecária? Pergunta a que ela respondia invariavelmente. "É sobretudo uma questão de dinheiro e de poder". " A GOOGLE E A BIBLIOTECA UNIVERSAL," In Le Monde diplomatique, versão portuguesa de Abril de 2009.

Sim... e enquanto houver estrada para andar nós vamos continuar! E prometemos ser rápidos com as obras!

domingo, 26 de abril de 2009

Em Abril não há "Moscas" no City Lights


Abril foi mês de várias comemorações no SL em Portucalis às quais nos associámos.
E com mais ou menos problemas não só informáticos lá estivemos presentes. Acontece que para além destes existem outros de ordem pessoal que nos impedem de levar a sessão de segunda-feira no dia habitualmente combinado, a última de cada mês. E porque sexta-feira é 1º de Maio, a sessão vai ser definitivamente adiada para o final do mês. Pedimos desculpa a todos os nossos leitores mas "O Deus das Moscas" do William Golding vai esperar por dias mais calmos.

sexta-feira, 24 de abril de 2009

segunda-feira, 20 de abril de 2009

Serão as mulheres mais benevolentes?

Olha..fui à procura do horrível e deparei com este teu video. Voltamos sempre ao local do crime... de onde parece que nunca saímos...mas acredito que sim.Fokas

Cultura organizacional em O Senhor das Moscas (Parte I)

Por quê?
Porque achas que o deus da vadiagem vai fazer de ti um santo?
Não deixou morrer já o Sebastião Alba e o Luiz Pacheco?
A sério...se as mulheres existissem apenas
para baratinar os chuis.
Nós podiamos de novo ter três olhos azuis!
E quem sabe...um dia até voltar a
Amar.

Lord of the Flies - the beast as metaphor

Quelqu'en m'a dit...