terça-feira, 28 de abril de 2009

Na Prisão de Caxias

Dizia-me uma colega ter ouvido o seguinte comentário nas reuniões onde aparecia.: Ah, é então bibliotecária, que simpático...Mas diga-me :como é isso de ser bibliotecária? Pergunta a que ela respondia invariavelmente. "É sobretudo uma questão de dinheiro e de poder". " A GOOGLE E A BIBLIOTECA UNIVERSAL," In Le Monde diplomatique, versão portuguesa de Abril de 2009.

Sim... e enquanto houver estrada para andar nós vamos continuar! E prometemos ser rápidos com as obras!

domingo, 26 de abril de 2009

Em Abril não há "Moscas" no City Lights


Abril foi mês de várias comemorações no SL em Portucalis às quais nos associámos.
E com mais ou menos problemas não só informáticos lá estivemos presentes. Acontece que para além destes existem outros de ordem pessoal que nos impedem de levar a sessão de segunda-feira no dia habitualmente combinado, a última de cada mês. E porque sexta-feira é 1º de Maio, a sessão vai ser definitivamente adiada para o final do mês. Pedimos desculpa a todos os nossos leitores mas "O Deus das Moscas" do William Golding vai esperar por dias mais calmos.

sexta-feira, 24 de abril de 2009

José Afonso - Canção de Embalar

Viva a Liberdade!
Viva o 25 de Abril!

segunda-feira, 20 de abril de 2009

Serão as mulheres mais benevolentes?

Olha..fui à procura do horrível e deparei com este teu video. Voltamos sempre ao local do crime... de onde parece que nunca saímos...mas acredito que sim.Fokas

Cultura organizacional em O Senhor das Moscas (Parte I)

Por quê?
Porque achas que o deus da vadiagem vai fazer de ti um santo?
Não deixou morrer já o Sebastião Alba e o Luiz Pacheco?
A sério...se as mulheres existissem apenas
para baratinar os chuis.
Nós podiamos de novo ter três olhos azuis!
E quem sabe...um dia até voltar a
Amar.

Lord of the Flies - the beast as metaphor

Quelqu'en m'a dit...

terça-feira, 7 de abril de 2009

Lord Of The Flies Introduction Trailer

Não vale ver só o filme!

sexta-feira, 3 de abril de 2009

Amigos da Onça...

Com um pouco atrasado é certo, mas cá ficam as minhas impressões da última sessão do CL.

“O velho que lia romances de amor” teve direito a quizz, umas perguntinhas sobre o livro que demonstraram que toda a gente tinha feito o trabalho de casa. Foi uma inovação sobre a qual gostaria de ter opiniões.

Quanto ao habitual debate que se seguiu, pareceu-me mais consensual que os anteriores, o que não é surpreendente.

Toda a gente se comove com um velho que lê romances de amor.

Ninguém pode deixar de abraçar a causa da defesa da Amazónia contra a ganância do homem branco.

Todos riem com a cena do dentista anarquista e com a figura suada do “Babosa”. Ninguém pode deixar de condenar e reconhecer essa figura noutros mini-tiranos que populam por aí…

Todos mostraram simpatia pela figura da onça, numa cruzada justa contra o homem civilizado, só divergimos no facto de ela ter ganho ou não essa luta… O mais optimistas dizem que sim, os mais pessimistas dizem que não, mas o que é certo e que todos a queriam ver como vencedora. E por isso achei por bem chamar a este post "Amigos da Onça"...

No final nos ouvidos de todos, ficou a ecoar a frase: “…os colonos devastavam a floresta construindo a obra-prima do homem civilizado: o deserto.”

quinta-feira, 2 de abril de 2009

Sepulveda Charmed




Assim passámos mais um serão em Portucalis...novos e velhos... que ainda adoram ler e falar de romances de amor! O livro de Abril será bem mais duro "O Deus das Moscas" de William Golding"...uma introdução à anatomia do mal antes que o M2 nos ponha a ler "As Benevolentes".



sexta-feira, 27 de março de 2009

TIMbralhos

Vamos celebrar o primeiro ano de actividade de uma comunidade de leitores de língua portuguesa que se instalou na primeira Livraria de LX de Portucalis. Hoje com alguns retoques a "CityLightsbookstore" (como foi rebaptizada a livraria do Imso) está instalada no antigo Morro do Pau da Bandeira...com acesso ao aterro da Ria (Promenade des Anglais) e ao bonito "calçadão" que faz inveja a qualquer Copacabana!





Uma imagem recente da montra da verdadeira em S. Francisco da Califórnia fundada há mais de cinquenta anos por Lawrence Ferlinghetti, local de orgulho e culto da cidade que a acarinhou.

quarta-feira, 25 de março de 2009

O velho que lia romances de amor

porque é o livro de que vamos falar para a semana, e porque é tão cheia de verdade, ajustada a seja que sentido for, aqui vos deixo mais uma frase do livro de Luís Sepulveda.

"-Assim dizem que se passaram as coisas-dirá o compadre Nushiño cuspindo uma ultima vez antes de partir, porque os Xuar se afastam quando acabam uma história, evitando as perguntas que geram mentiras."

City Lights Bookstore

Um visita à nossa sede em S. Francisco

sexta-feira, 13 de março de 2009

Room of the One Candle

Atrás daquela janela...a ouvir ao longe os cães selvagens latindo no meu porão

segunda-feira, 9 de março de 2009

O Velho que Lia Romances de Amor



Vamos ler em Março a história que Luís Sepúlveda escreveu em 1989 e que a revista “Lire”, dirigida por Bernard Pivot, considerou um dos 20 melhores livros de 1992 e foi por outros considerado um dos melhores livros da década de 90.
Não é pois…. uma obra menor que seja comparável a qualquer outra. Se vendeu mais até hoje do que alguns autores “mainstream“… o que aliás não é crime nenhum…é porque o livro tem alguma coisa que mexe com os leitores.
Concebido como um romance de aventuras e como uma homenagem ao mundo amazónico, hoje permanentemente agredido, “O Velho que Lia Romances de Amor” conta a história de António Proaño, um homem que vive numa aldeia isolada, no interior da floresta e que um dia é forçado a partir em perseguição de um predador que assola as proximidades, atacando pessoas e animais.

Traduzida já em mais de 14 países, esta obra foi adaptada ao cinema. Sepúlveda dedicou este livro ao seu amigo Chico Mendes, já assassinado, um herói na defesa da Amazónia.

“O seu companheiro de vigia, via-o percorrer com a lupa os sinais arrumados no livro.
- É verdade que sabes ler?
- Alguma coisa.
- E que é que estás a ler?
- Um romance. Mas cala-te. Se falas, a chama mexe-se e mexem-se as letras.
O outro afastou-se para não estorvar, mas era tal a atenção que o velho prestava ao livro que não suportou ficar-se à margem.
- De que é que trata?
- Do amor.
Perante a resposta do velho, o outro aproximou-se com renovado interesse.
- Não me lixes. Com fêmeas ricas, das que fervem?
O velho fechou o livro num repente fazendo tremer a chama do candeeiro.
- Não. Trata-se do outro amor. Do que dói “.

(Luís Sepúlveda in, O Velho que lia romances de amor)

domingo, 8 de março de 2009

a propósito da "Mulher Mais Bonita do Mundo" e de outras coisas


(...)
estás tão bonita hoje.

quando digo que nasceram flores novas na terra do jardim, quero dizer que estás bonita.

entro na casa, entro no quarto, abro o armário, abro uma gaveta, abro uma caixa onde está o teu fio de ouro.

entre os dedos, seguro o teu fino fio de ouro, como se tocasse a pele do teu pescoço.

há o céu, a casa, o quarto, e tu estás dentro de mim.

estás tão bonita hoje.

os teus cabelos, a testa, os olhos, o nariz, os lábios.

estás dentro de algo que está dentro de todas as coisas, a minha voz nomeia-te para descrever a beleza.

os teus cabelos, a testa, os olhos, o nariz, os lábios.

de encontro ao silêncio, dentro do mundo, estás tão bonita é aquilo que quero dizer.

(...)


José Luís Peixoto, in "A Casa, a Escuridão"